Dia desses (mentira, já faz um tempo, é que eu nunca mais me dignei a escrever, culpa da queda de audiência por aqui – agora eu sei como a Globo se sente) a Dani Suzuki fez uma matéria sobre a tribo do brega. E eu fiquei bege de saber que existem subgêneros do brega.
Na verdade, o “termo técnico” é aparelhagem, que é um brega dominado por DJ’s, com super ultra mega mesas de edição em que eles remixam clássicos da MBB (Música Brega Brasileira). É um negócio super profissional.
Pois pasmem vocês de saber que existem vários gêneros: o Brega Pop, o Brega Hardcore, o Tecno Brega, o Brega Melody (esse é campeão disparado pra mim) e vários outros que não consegui pegar.
E pra quebrar paradigmas e causar frisson, essa matéria foi feita no Pará. Pois é, nem só de Calypso vive o Pará. Se bem que muita gente vai dizer que Calypso é brega, mas garanto que foi tudo tratado como gêneros distintos.
Vivendo e aprendendo. Joelma que o diga!
Fui ao otorrino ontem e sabem o que ele me receitou, entre outras coisas? Chiclete! Isso mesmo! Um dos meus “remédios” é chiclete! Onde estava esse médico quando eu era uma criança catarrenta e louca por guloseimas? Tudo que eu gostaria naquela época era poder dizer pra minha mãe: “Mãe, foi o médico que receitou!” Deus não dá asa a cobra!
Jesus amado, por que as pessoas insistem no comercial do fedelho que quer cagar no banheiro do Pedrinho? Parece que ele está passando em todos os canais a cabo, a cada 2 minutos! SOCORRO! Vai cagar na casa do cão, pirralho dos infernos!
Eu e minhas teorias estapafúrdias: começo a achar que a breguice é um vírus que todos nós pegamos a alguma altura da vida. O negócio é que alguns criam anticorpos e adquirem resistência, outros não.
Formulei essa teoria ao ver um carro – aliás, não “um carro”, pois não era um Fusca ou um Uno (perdão se você juntou seu salário suado para comprar um Mille bacaninha, mas é que eu precisava de um objeto de comparação para dramatizar a coisa), era um Audi – com 2 adesivos no vidro traseiro. Hoje eu abomino todo e qualquer adesivo em vidros, lataria e qualquer outra parte de automóveis, mas já fui um forte adepto de adesivos. Não só adesivos como também aqueles bonequinhos medonhos com ventosas que ficavam pinando no vidro do carro. O nosso era um Garfield, a quem interessar possa.
Tudo bem que todas essas abominações das quais eu era tão fã ocorreram na época em que eu era um pequeno infante fã da Xuxa – se você cresceu nos anos 80 e disser que nunca gostou da Xuxa, eu vou dizer que você não teve infância – e criança não tem gosto, tem desgosto, mas os outros habitantes da minha residência também “custiam” essas bizarrices e eram bem mais velhos. E também estão livres do vírus da breguice hoje em dia.
Fora outras manchas no meu passado, como as camisas de viscose estampada que eu já revelei aqui mesmo nesse blog que vos fala que eu usava. E adorava. Detalhe: era minha própria mãe, esse ser que tanto exalto post sim, outro também, quem fazia as camisas e me dava para usar. A prova cabal de que a breguice é um vírus que não escolhe vítima ao qual podemos criar resistência.
Por isso eu ainda tenho esperança quando vejo um carro cheio de adesivos, uma criatura usando listras com estampa, roupas com brilhos ao meio-dia, gente dirigindo um Golf último modelo de janela aberta com o som truando um forró ou um funk ou com aqueles néons azuis embaixo do carro (acreditem, isso já aconteceu comigo). O problema é que, para algumas pessoas, o vírus da breguice parece ser um retrovírus, tipo uma gripe que se apresenta cada vez como um vírus diferente e não deixa o sistema imunológico do infeliz dar cabo dele. Mas vamos ter fé. A desgraça é se o vírus da breguice também for transmitido pelo Aedes Aegypti, pois ninguém parece conseguir dar cabo do desgramado (que o diga o César Maia)! Jesus, põe a mão!
Eu andava meio desiludido, cabisbaixo, macambúzio e sorumbático com meu blog (deixei o tio Aurélio Buarque de Holanda orgulhoso agora, hein?). Foram quase 2 meses sem postar, mas dia das mães é covardia e eu não podia deixar de escrever qualquer coisa, nem que fosse um post preguiçoso de quem não fez uma força maior para escrever algo diferente do que já escreveu trocentas vezes (que foi o que eu postei).
Mas estou de volta em grande parte por causa do animus escrevendi que minhas novas leitoras me deram. Como eu sou bocão mesmo, eu dou logo nome aos bois: Ana e Laís. E também a minha velha amiga Val, que deixou um recadinho Rambo V no penúltimo post.
Bom, explicações e sentimentalismos à parte, voltemos às atividades.
Ó só, quando disserem pra você que se compra de um tudo no Saara do Rio de Janeiro (para quem não assistia à novela com a Taís Araújo e o Lázaro “Foguinho” Ramos: Saara é um centro comercial popular do Rio de Janeiro, um grande camelódromo, a verdade é essa), pode acreditar! Em uma visita minha ao antro das chamadoras de “Ném”*, eu vi uma maquininha de sorvete com um cartaz de preços. Mas qual não foi a minha surpresa ao ver ali, em meio às casquinhas simples e duplas, um dia da semana sendo vendido assim, levianamente: estava lá, para todo mundo ler, com preço (que eu esqueci, falha grave) e tudo, “Sunday”. Rapaz, até dia da semana eles vendem no Saara! E ainda há quem diga que não se recupera o tempo perdido! Gastou um domingão lavando o carro ou levando a sogra ao aeroporto? Vai no Saara que você o compra de volta, assiste ao jogo do Parmêra, do Curíntiã (licença, Lucy) ou do Framengo, vê umas bundas e uma desgraça alheia no Gugu e atura o Faustão interrompendo até pronunciamento do presidente da República.
* O que vem a ser “Ném”? Bom, isso é uma epidemia que se espalha pelo Rio de Janeiro, mais do que a dengue e sem direito a tenda de hidratação. É uma expressão que as... bem, as... as mulheres (geralmente) de baixo poder aquisitivo, digamos assim, usam para se dirigir a qualquer pessoa indiscriminadamente. Se há alguma lógica por trás disso, creio eu ser um diminutivo para “neném”. Vou descrever uma cena para vocês que vai dar a dimensão exata da coisa: um amigo entra em uma loja do Saara e começa a olhar os produtos, então chega a vendedora com um “xóstinho” de Lycra, um top também de Lycra com o bucho de fora, arrastando um par de Havaianas enfeitadas com miçangas e uma caneta prendendo o cabelo (Bic Cristal, muito provavelmente) e pergunta: “Posso ajudar, Nem?” Jesus, toma conta!
Fontes de pérolas também são o MSN e o Orkut. Aliás, a Internet como um todo, pois, desde que inventaram o internetês, aqueles e-mails recorrentes das pérolas do ENEM são fichinha perto das barbaridades gramaticais que se encontram na World Wide Web (fale World Wide Web 3 vezes seguidas com a boca cheia de farofa sem cuspir! World Wide Web, World Wide Web, World Wide Web!!! Pedimos perdão à nossa audiência sentada na primeira fileira). Eu acho que deveria existir uma licença mensal a ser concedida para as pessoas poderem ter acesso à rede mundial de computadores. Todos os meses os internautas teriam que fazer uma provinha básica de Português com professores Pasquales virtuais da vida para poderem continuar acessando a “internê”.
Mas depois desse desabafo todo foi que eu me dei conta de que o que tenho pra comentar sobre frases colhidas na Internet não tem nada a ver com erros de escrita. Aliás, um deles até tem erro de semântica, mas não de morfologia ou sintaxe (sim, isso aqui virou uma gramática agora. Ninguém merece!). Uma pérola ótima que pesquei há algum tempo foi uma frase de MSN (que eu tenho plena certeza que a pessoa não lerá aqui, não se preocupem, leitores fiéis, que eu jamais causarei constrangimento a vocês, mesmo que anonimamente). Ao lado do nome da criatura, vinha aquela mensagem pessoal: Quando menos esperamos nos deparamos com o imprevisível. Por favor, me ajudem: fui eu que assisti aulas demais de Português ou há como ser diferente? Dá para esperar o imprevisível?
Outra coisa insuportável é a mania da extensão das vogais finais em mensagens eletrônicas. Para toda e qualquer coisa. Tipo as pessoas que conversam com seus miguxos no MSN ou deixam recados no Orkut assim: Juraaaaaaaaaaaa? Verdadeeeeeeeeeee? Fala sérioooooooo!! Mas não precisa ser num momento de espanto ou extrema alegria porque vai haver um novo show do RBD para pessoas serem pisoteadas! NÃO!!! Pode ser até ao passar uma informação banal, tipo: “Vou tomar banhooooooooooo”, ou “Tá chovendooooooooo”, ou “O Lula falou uma merdaaaaaaaaaaaa” (tipo, coisas corriqueiras). Minha vontade é dizer pra esses seres: “Passe amanhããããããããã!!!”
Como prêmio para quem teve a paciência de ler tudo isso até o final, aqui vai uma informação vital: hoje, o “Enquanto isso, na Sala de Justiça” completa 4 anos de existência! Eeeeeeeeeeee!!! Parabéns para mim, que consegui encher 4 anos (com certos períodos de ausência, motivados pela falta de audiência muitas vezes) com variadas besteiras e algumas mensagens relevantes para o amadurecimento da humanidade.
Hoje eu percebi que meu blog é um ótimo espaço de psicoterapia pra mim. Aqui eu posso despejar todas as minhas reclamações e maldizer o mundo sem ser apontado como misantropo no meio da rua. Sim, pois existem certas imprecações que não podem ser feitas assim impunemente sem se estar disposto a ser chamado, no mínimo, de grosseiro. Por exemplo: se você sai xingando até a quinta geração das criaturas que têm tanto apreço à sua ficha de musculação que acham que ela precisa ficar sentadinha num dos bancos da academia, descansando solenemente, forçando quem precisa usar os aparelhos de musculação para fazer... sei lá... musculação (vejam só vocês que absurdo!) a ficar tentando descobrir a quem pertence o digníssimo pedaço de papel ou a ficar pedindo pra tirá-lo do seu repouso em berço esplêndido, você é o quê? Estúpido! Claro!
Se você está com pressa e precisa apressar o passo nas escadas rolantes do metrô, mas encontra pessoas dispersamente espalhadas pelos degraus, umas de um lado e outras do outro, apesar de haver um adesivo em todas as escadas escrito “mantenha-se à direita”, não pense em reclamar ou sair pedindo licença com cara feia, seu impaciente!
E se você está com pressa também pelas calçadas (ou simplesmente sofre de S.A.L. – Síndrome dos Andadores Ligeiros, como eu) e encontra grupos de amigos espalhados pela calçada, de lado a lado, conversando alegremente a passos de tartaruga, pois quem está conversando animadamente com amigos não tem a menor pressa, e também tenta sair costurando a corrente humana, você não merece estar andando pelas calçadas, tem que comprar um carro, pois para andar rápido existem as ruas (ou não, com os engarrafamentos constantes atuais – vide as 853 reportagens sobre o trânsito de São Paulo mostradas na Globo esta semana).
Então, caro leitor, se você também tem uma queixa sobre a vida em sociedade, deixe-a aqui e mostre que você também precisa fazer uma Yoga, tomar um chá de camomila no café da manhã ou, simplesmente, fazer como o Michael Douglas e sair dando tiro pra todo lado para aliviar suas frustrações e psicopatias geradas pela vida na cidade.
Vocês já perceberam que certas duplas parecem ter surgido do nada ao mesmo tempo? Assim, um negócio que brotou da terra. Um belo dia fomos dormir sem elas e acordamos no outro cercados por abacaxis com hortelãs, tomates secos com rúculas e ricotas com espinafres. Acho que houve um casamento coletivo em que uniram essas almas até que a próxima moda culinária as separem e se esqueceram de me avisar.
Mas há alguns matrimônios mais recentes, tipo do queijo brie com a geléia de damasco. A diferença é que esse casamento é mais high society, uma coisa VIP (leia-se Vi Ái Pi, que em inglês é mais chique). E também há uns mais antigos, como o da maçã com a canela. Se bem que às vezes rola um swing “lébisco” e a canela troca a maçã pela banana. E eu bem curto essa “esculambação” gastronômica, pois até pedra fica bom com canela.
A dúvida que fica é: quem oficializa esses casórios e decide quem combina com quem?Os nostálgicos que me perdoem, mas tecnologia é fundamental. Em meio a um turbilhão de problemas que me levaram a ficar em posição fetal sobre a cama chupando o dedão da mão direita, minha salvação foi o Skype, com direito a vídeo e tudo. Se não fosse essa maravilha da comunicação, como eu conseguiria saciar minha vontade de colo de mãe?
Mas é incrível o poder calmante que o mero som da voz e a imagem da minha mamãezinha têm sobre mim. Eu me vi um verdadeiro Roberto Carlos, cantando Lady Laura a plenos pulmões. Aliás, foi ela mesma quem me lembrou essa música (detalhe: procurei a letra no Google, engasguei um pouquinho de emoção e baixei a música. Meu hino agora é Lady Laura).
Para quebrar esse clima “filme de Sessão de Sábado em que o filho é separado da mãe e enfrenta vários momentos amargos até reencontrar a felicidade”, que tal falar de um assunto totalmente sem importância, quase escatológico? É algo que observei há um tempo no metrô (o metrô, sempre o metrô). Um belo dia (nem lembro se estava tão belo, mas é um clichê para enriquecer a narrativa) estava eu dentro do metrô quando entra um senhor perto dos seus 60 anos de camiseta regata. Ele levanta o braço para se segurar dentro do vagão e o que aparece? Aquele chumaço de pêlos embaixo do braço, compridos, meio ruivos e quase lisos. Foi aí que eu finalmente entendi por que minha mãe (não tem jeito, essa mulher sempre volta) insistia tanto para eu dar uma aparadinha nos pêlos das axilas (para manter o nível e não chamar de “sovacos”). Os naturalistas podem até alegar que Deus nos criou assim, com pêlos, mas ninguém me convence que ele não errou na mão no xampu de hormônio e os fez maiores do que deveriam ser. Além disso, eu também percebi a importância da “crespeza”. Muita gente insatisfeita alisa suas madeixas, mas já repararam como cabelos de partes pudicas meio lisos são feios? Eu juntei a imagem do senhor no metrô com a de uma gringa que eu vi à beira da piscina no hotel em que fiquei nos Estados Unidos de braços para cima e taturanas sováticas à mostra, ambos com pêlos meio lisinhos. Por isso eu termino esse post do mesmo jeito que comecei, plagiando Vinícius, e digo: os lisos que me perdoem, mas crespeza é fundamental – em alguns lugares.
PS: sou só eu ou vocês também acham que eu estou me superando na estupidez dos assuntos que abordo?
É incrível como eu me aflijo até com os problemas mais sem futuro. Hoje eu observei, em 2 pessoas diferentes, a falta que faz um manual de design gráfico para tatuagens. Não me refiro nem aos desenhos, pois aí já entra uma questão de gosto pessoal e gosto vocês sabem, né? Cada um tem o seu (eu me recuso a repetir aquele dito popular infame). Eu falo de saber onde tatuar alguma coisa.
Vocês também acham que algumas tatuagens, dependendo de onde são feitas, parecem que caíram ali na pessoa? Tipo uma cagada de pombo, que veio do céu e a pessoa não pôde escolher o lugar. Aquela tatuagem que parece perdida do meio do corpo, que faz você pensar que o tatuador estava bêbado e tatuou a segunda pessoa que ele estava vendo em vez da primeira.
Hoje eu vi um cara com um tatuagem no meio do trapézio (àqueles que não freqüentam academias e não são obrigados a conhecer nomes de músculos, aqui vai a explicação: trapézio é o músculo que liga o pescoço ao ombro). Eu olhei e achei aquilo um ascinte à programação visual. Como diria minha professora da faculdade, “deu uma vontade de mexer”.
Equivalentes são aquelas tattoos (pra ficar mais moderninho) no meio da barriga ou no antebraço, naquela parte que não é dentro nem é fora, ou na lateral interna da coxa. Enfim, há lugares que parecem não ter sido feitos para serem tatuados. Mas neguinho insiste e fica parecendo que está torto, tipo um quadro fora de esquadro na parede.
Agora, que tal também fugir do lugar-comum na hora de fazer uma tattoo? Mesmo nos lugares visualmente feitos para isso. Diga não à tatuagem de teia de aranha no cotovelo! Diga não à tatuagem de estrela na nuca ou no pulso, ao dragão nas costas, às duas asas nas costas, ao escorpião na virilha, à cara de índia no braço ou na lateral do tronco (aliás, tatuagens de cara de índios deveriam ser abolidas de vez, na minha opinião humilde e de pele limpa).
Depois de escrever tudo isso, eu me pergunto POR QUE DIABOS eu escrevi tudo isso! Não faço nem planos de fazer uma tatuagem! Não que não ache bonito, algumas considero até bem simpáticas, mas a questão de ser algo permanente que vai causar uma dor estúpida pra fazer e outra maior ainda pra tirar, se assim eu o quiser, me faz pensar que, se fosse pro ser humano ter desenhos, a gente teria parentesco com a zebra, não com o macaco.
Eu prometo não fazer promessas, pois promessas não movem o mundo. Eu prometo agir, fazer, acontecer. A diferença de 2008 em relação ao ano que se encerra será justamente o que se fizer de diferente. Tirando o somatório das horas extras do movimento de translação da Terra ao redor do sol que se converterá em um 29 de fevereiro, o próximo ano será rigorosamente igual a 2007. Então mude. Mudar está na essência do ser humano, às vezes para melhor, às vezes para pior. Mas mesmo as mudanças para pior geram repercussões, propiciam um momento de reflexão posterior e uma nova oportunidade de mudança e crescimento. Não espere as coisas mudarem por si só, como se elas tivessem o poder da transformação voluntária. Mude, altere, transforme. Mude até o que já parece bom, mas que está bom há muito tempo, pois o conformismo e a preguiça do conforto podem trazer malefícios inesperados. Então aqui vou eu, tentando mudar meu ano. Mas vou logo avisando que os prognósticos são animadores.
Feliz mudança de ano.
Que venham a felicidade de se encontrar e o desejo de se reunir. Que venha a alegria de presentear não pelo valor do presente, mas pelo tanto de pensamento e carinho que se pôs nele. Que venha a beleza decorada, que venham as luzes, os laços e os enfeites. Que venha a sensação de uma época melhor, mais promissora e de salvação, mesmo para quem não é cristão. Que venham um sentimento de paz e uma disposição maior para perdoar, ser gentil e amar. Que venham a amizade sincera, a alegria espontânea e a doação desinteressada. Que venha o desejo de ser feliz, mas não de ser feliz sozinho; ser feliz junto, em conjunto, em comunhão. E que venha o desejo de fazer feliz.
Feliz natal.
Volto depois de mais um bom tempo sem postar para retomar discussões mais importantes do que os “causos” do metrô ou meus devaneios durante o banho. Há tempos não sinto a menor disposição para comentar a tronxa política brasileira, mas o fim do imbróglio da CPMF me causou o desejo de escrever algumas linhas. É fato que a CPMF é um tributo exdrúxulo, que se desvirtuou da sua origem e incide em cascata sobre as várias etapas de produção e comercialização de produtos e serviços. Mas não consigo crer que foi por essa clareza de pensamento e raciocínio econômico que a oposição fechou questão e conseguiu que o famoso imposto do cheque não fosse prorrogado, até porque foi a atual oposição quem criou, prorrogou e defendeu a CPMF até pouco tempo atrás. Aliás, todo esse episódio político tupiniquim tornou ainda mais claros para mim dois aspectos medonhos e doentios das regras que governam quem nos governa. O primeiro é o senso destrutivo da oposição, não importa de que partido ela seja (é melhor nem entrar na questão dos partidos políticos senão eu não termino esse texto hoje). Não importa se é PT, PSDB, PMDB, DEM ou qualquer outro: virou oposição, tem que emperrar o funcionamento do governo e destruir tudo de bom que se queira fazer ou se tenha feito. Talvez seja o nível de descrença ao qual os últimos acontecimentos políticos me levaram, mas ninguém me convence que a oposição fez o que fez por outra coisa que não seja atrapalhar a vida do governo.
O outro aspecto nefasto da política nacional é o toma-lá-dá-cá: não se vota a favor ou contra por crença na importância e relevância de determinado assunto para o país, vota-se a favor se ganhar a presidência de uma estatal, a chefia de um ministério ou qualquer outro cargo almejado. A política nacional virou um balcão de troca, um escambo onde se entra com o voto de um lado e a nomeação do outro. E os brasileiros que se danem.
O que quero ver agora é como se dará o cenário pós-CPMF e como governo e oposição farão para repor a arrecadação perdida com o fim do medonho imposto do cheque. E nós brasileiros ficamos aqui, acompanhando tudo isso, sem saber se é uma novela, um drama ou o mais puro picadeiro.
Para comemorar 1 mês sem post novo, eu presenteio vocês com... um post novo! Tudo bem, eu ando mesmo sem tempo, trabalhando bem mais, mas ainda dá tempo de dar as caras por aqui, só preciso me organizar melhor. Então, pra deixar vocês com gostinho de “agora vai”, comecemos os trabalhos. Contudo, aqui vai um aviso aos navegantes: o post de hoje será uma costura de várias bobagens bobas sem importância (sentiram o drama?). Então, continuem por sua própria conta e risco.
Passando pelo que costumava ser o Bingo Arpoador, olhei para a fachada do prédio e só consegui ler “Arpoador”. A palavra “Bingo” estava coberta por um plástico preto. Rapaz, o negócio tá feio pro lado dos bingos, né? Não só eles foram fechados, como a simples exibição da palavra está proibida. Prevejo um novo palavrão surgindo. Preparem-se para xingar as pessoas assim: “Seu bingo!”, ou “É um filho de um bingo mesmo!”, ou ainda “Bingo que pariu!”.
Não sei de onde me veio esse pensamento inquietante (nem vocês devem tentar entender, se eu já desisti de descobrir de onde me saem essas indagações estapafúrdias, vocês nem devem se dar ao trabalho), mas deve ser uma merda ser o decímetro. Sério! Parem pra pensar: o milímetro tem seu lugar ao sol, todo mundo usa o centímetro e o metro é rei das medidas. Mas e o coitado do decímetro? Já ouviram alguém dizer “Eu meço 17 decímetros”? Já viram um ventilador de 4 decímetros? Uma régua de 3 decímetros? Depois o decímetro aparece fazendo malabarismo ou vendendo balinha em sinal de trânsito ou vira aviãozinho do tráfico e ninguém vai saber por quê. Ou então ele vai entrar nos ônibus, dizendo “Boa tarde, senhores passageiros. Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas eu tô aqui, pedindo a sua ajuda. Se alguém tiver um ateliê de costura, um escritório de arquitetura que possa me dar um emprego, por caridade!”. É triste a vida de marginalizado.
E o prêmio ironia do mês vai para o SBT, que, sábado passado, pôs no ar no Cine Belas Artes (frise-se “Belas Artes”) o filme “A noiva de Chucky”. Como assim, Bial?
Juntem chuva, vários guarda-chuvas, calçadas estreitas, carrinhos de compras e velhinhas vagarosas e aí vocês podem ter uma “loção” do quão divertida foi minha tarde. Some-se a isso a minha brilhante idéia de sair de casa de sandálias Havaianas com tempo ameaçando chover e o caos está formado. E isso sem falar da filha-putice de um simpático motorista que decidiu passar a toda em uma poça junto à calçada. Enfim, uma M sem tamanho. Onde está a Rihanna cantando "You can stay under my umbrella... ella, ella, ê, ê, ê" quando a gente precisa dela?
De volta à minha querida residência, encontro a enquete mais estapafúrdia que eu já vi em todos os tempos no Orkut na comunidade da Ivete Sangalo: “Qual a melhor época para a Ivete engravidar?” Jesus loved!!!
Lá estava eu, alegre e fagueiro na minha bicicleta a caminho da praia num belo domingo de sol (droga, nem foi num sábado pra eu poder fazer a piadinha “sábado de sol aluguei um caminhão pra levar a galera pra comer feijão”), porque agora eu sou quase um carioca: não posso ver um sol no fim de semana que quero ir à praia. E em versão fitness, de bicicleta, que é muito mais saudável, engrossa as pernas e economiza o dinheiro do metrô (ah, o metrô, essa maravilha da engenharia humana). E eis que encontro em meu caminho um daqueles seres não muito raros de se ver: os atochadores de short entre as coxas.
O quê? Vai me dizer que você nunca viu um espécime desses? Aquela galera que ou se vestiu com pressa e nem se olhou no espelho antes de sair de casa ou deu uma coçada estratégica na região e se esqueceu de desatochar a barra do short e fica andando por aí com uma das pernas do short (sim, porque é sempre uma perna apenas que fica atochada, nunca as duas, pra não fazer parzinho ) levantada e presa por ali, na região dos países baixos. O fato é que eles perambulam por aí impunemente, geralmente nessas áreas destinadas a caminhadas e outros exercícios aeróbicos, causando em pessoas como eu uma aflição horrenda e uma vontade quase incontrolável de ir lá e puxar a barra do short do meio das pernas da criatura. Revisãozinha no visual depois de se vestir ou depois “daquela” coçada é como canja de galinha: não faz mal a ninguém.
Eu até tenho mais dois assuntos pra tratar aqui e pensei em fazer como quando a gente recebe aquela visita inesperada (e malandra) na hora do almoço e coloca mais água no feijão pra fazer o post render mais, mas vou guardar aqui junto com os outros assuntos de segurança nacional para um novo textinho safado. Ê, povo, tudo para manter a audiência interessada! Aguardem cenas dos próximos capítulos.
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